Sem acordo aduaneiro, Rota Bioceânica perde vantagem logística, diz secretário
- Patrick Rosa
- 8 de jun.
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Para as empresas que acompanham de perto o desenvolvimento da Rota Bioceânica como uma alternativa para reduzir custos e prazos de transporte, um novo sinal de alerta foi aceso. Especialistas apontam que a promessa de economizar até 14 dias de viagem em relação ao trajeto tradicional pelo Canal do Panamá pode ser anulada caso Brasil, Paraguai, Argentina e Chile não firmem um acordo aduaneiro eficiente.
Segundo Artur Falcette, secretário estadual da Semadesc (Mato Grosso do Sul), o principal desafio atual deixou de ser a infraestrutura e passou a ser a harmonização das regras alfandegárias nas fronteiras. O temor é que o tempo economizado nas estradas seja perdido em trâmites burocráticos. O diplomata João Carlos Parkinson de Castro, um dos principais articuladores do projeto, compartilha da mesma preocupação e destaca a necessidade de esforço político para destravar as negociações entre os quatro países.
Além da questão aduaneira, há também um descompasso no cronograma das obras físicas: enquanto a Ponte Bioceânica deve ser concluída em breve, as obras brasileiras de acesso à estrutura têm previsão de entrega apenas para o segundo semestre de 2027.
Para o mercado logístico e de comércio exterior, acompanhar esses desdobramentos é fundamental para planejar as operações de médio e longo prazo de forma realista, considerando tanto os desafios de infraestrutura quanto as regras tributárias e fiscais que ainda estão sendo definidas.